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Solar FV no Brasil e no mundo: Os números desenham a verdade

  • há 15 horas
  • 3 min de leitura

Por DANIEL LIMA

ECOnomista, Colunista do BLOG da SNW


O setor de energia solar fotovoltaica no Brasil consolidou-se como um dos pilares do setor elétrico nacional. Desde 2012, já foram investidos mais de R$ 296 bilhões, resultando na criação acumulada de 2 milhões de empregos verdes. Esses postos de trabalho estão distribuídos entre cerca de 20 mil empresas, abrangendo fabricantes, distribuidores, integradoras, instaladoras, consultorias e o segmento de armazenamento por baterias.



Evolução da Capacidade Instalada


Em 2025, o setor adicionou 11,6 GW de potência, uma retração em relação aos 15,6 GW verificados em 2024. Essa redução de 4 GW impactou diretamente a geração de empregos, que caiu de 470 mil em 2024 para 349 mil em 2025.


Fonte: site ABSOLAR
Fonte: site ABSOLAR

Fatores explicativos


  • Cortes técnicos de energia no mercado centralizado.

  • Insegurança jurídica que afeta a geração distribuída.


Apesar do cenário adverso, o Brasil já conta com aproximadamente 67 GW em operação (45 GW em GD e 22 GW centralizada), consolidando a energia solar como a segunda maior fonte da matriz elétrica, com participação superior a 25%.



Impactos Econômicos


Além dos investimentos privados, o setor fotovoltaico já proporcionou R$ 92,8 bilhões em arrecadação aos cofres públicos. Só em tributos, o setor já compensou amplamente os incentivos concedidos pelo governo federal e pelos estados.



Perspectivas


Mesmo diante da retração em 2025, o setor mantém trajetória de expansão. A melhor estruturação empresarial, o avanço do armazenamento em baterias — que deve acelerar com a queda dos preços da tecnologia — e a crescente competitividade da fonte solar indicam que o Brasil continuará ampliando sua participação na matriz elétrica, consolidando empregos verdes e fortalecendo a economia sustentável.



Energia Solar pelo Mundo: Recordes e Transformações


Estados Unidos


  • Recordes solares: produção de energia de 110 – 115 GW em 18, 19 e 23/03 às 15h.

  • Eólica: pico de 101,7 GW em 22/03 às 01h.


Europa


  • Alemanha: produção solar de 59 GW em 19/03 às 12h.

  • França: excedentes renováveis reduziram uso de nuclear; solar produção de 18 GW em 20/03 às 11h30.

  • Itália: produção solar + eólica = 21 GW em 19/03.

  • Polônia: produção solar de 10 GW para carga de 22 GW.


Ásia


  • Japão: produção solar de 54,9 GW em 12/03 às 12h, reduzindo o consumo de gás natural.

  • China: maior capacidade instalada em renováveis (1.494 GW em 2025), diminuiu o consumo de carvão.

  • Índia: capacidade solar (143 GW) e eólica (55 GW) em expansão, juntas vem alcançando a potência instalada de carvão (221 GW) que ainda é majoritário;.


Austrália


  • Nos dias 20 e 23 de março, alguns estados registaram picos solares acima de 60% da capacidade instalada, segundo o Australian PV Institute.



A energia solar já é protagonista em várias regiões do mundo


  • Brasil: segunda maior fonte da matriz elétrica, com forte impacto econômico e social.

  • Estados Unidos e Europa: renováveis reduzem fósseis e nuclear.

  • Ásia: expansão solar e eólica, mas carvão ainda dominante.

  • Austrália: solar como fonte central da matriz, cobrindo a demanda diurna.


A transição para fontes renováveis vem redefinindo o panorama energético mundial. Entre elas, a energia solar destaca-se como protagonista desse movimento. Mais do que uma alternativa, ela se consolida como estratégia essencial da transformação rumo a uma economia de baixo carbono, sustentável e inovadora.



Daniel Lima 

Empresário | Diretor Executivo da AGROSOLAR Investimentos Sustentáveis

Presidente | ANESOLAR (Associação Nordestina de Energia Solar)

Vice-Presidente | ARMAZENE (Associação Brasileira de Armazenamento de Energia)


“As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do colunista e não representam, necessariamente, o posicionamento editorial deste canal.”



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