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“Quem não tiver uma operação eficiente e portfólio bem posicionado vai sofrer em 2026”

  • Foto do escritor: Redação SNW.SOL
    Redação SNW.SOL
  • há 7 horas
  • 3 min de leitura

Acompanhe a entrevista exclusiva com Robson Meira, o "ROBINHO", Especialista em vendas de inversores, microinversores e soluções de armazenamento para o mercado fotovoltaico brasileiro, para a Redação da SNW.SOL.



A saída de Robson Meira da Fox ESS marca mais do que o fim de um ciclo profissional. Ela funciona como um marco simbólico de transição do próprio mercado fotovoltaico brasileiro, que entra em 2026 enfrentando desafios bem diferentes daqueles vividos nos anos de expansão acelerada.


Durante seis anos, "Robinho" esteve diretamente ligado à implantação, crescimento e consolidação da Fox ESS no Brasil, acompanhando de perto a maturação de integradores, distribuidores e do relacionamento com o cliente final. Essa vivência lhe dá autoridade para analisar o que vem pela frente — sem romantizar o setor.


“O resultado do sucesso no mercado solar brasileiro vem da parceria, do respeito e do carinho que tenho por todos os integradores, de todo Brasil. Mas esse mercado deixou de ser um ambiente de oportunidade fácil. Entramos numa fase em que estratégia, gestão e leitura regulatória passam a pesar mais do que volume puro de vendas”, afirma Robinho.


O fim do "crescimento automático"


Segundo Robinho, até 2023, o setor foi impulsionado por crédito abundante, equipamentos em queda de preço e uma rede elétrica ainda absorvendo novos projetos - mas esse cenário mudou:


“Durante muito tempo, o mercado cresceu quase 'por inércia'. Em 2026, quem não tiver operação eficiente, portfólio bem posicionado e entendimento real dos gargalos de rede vai sofrer”, afirma.

Robson destaca que muitos dos modelos de negócio criados no auge da GD não se sustentam no novo contexto, principalmente diante de:


  • ciclos de crédito mais restritivos

  • aumento do custo de capital

  • maior rigor das concessionárias

  • atrasos e negativas de conexão



Gargalos de rede: o elefante na sala


Para 2026, Robson aponta que os gargalos de rede deixam de ser exceção e passam a ser parte central do risco do projeto — algo que o mercado demorou a precificar.


“O problema não é só negar conexão. É o custo oculto que aparece depois: reforço de rede, adequações não previstas, prazos estourados. Isso muda completamente a conta do investidor”, alerta.

Na visão dele, o setor precisa amadurecer a comunicação com o cliente final, abandonando promessas simplificadas de payback e economia linear.



Crédito, custo e consolidação


Outro ponto crítico para 2026 é o crédito. Robinho avalia que o mercado entrará num ciclo mais seletivo, favorecendo empresas estruturadas e penalizando operações alavancadas demais.


“O dinheiro ficou 'mais caro' e mais criterioso. Isso vai acelerar a consolidação do mercado. Nem todo integrador vai quebrar, mas muitos vão precisar mudar radicalmente de modelo”, analisa.

Nesse cenário, toda a cadeia - os fabricantes, distribuidores e os integradores também precisam rever postura.


“Não dá mais para empurrar estoque como se fosse 2021. O parceiro hoje precisa de inteligência técnica, suporte real e leitura de risco. E toda a cadeia precisa entender isso... E quem não entender, vai perder relevância.”


O que esperar do mercado fotovoltaico em 2026


Apesar do tom crítico, Robson não vê um futuro negativo — mas sim mais profissional e menos ilusionista.


“A energia solar continua sendo estratégica para o Brasil. O que muda é que ela deixa de ser moda e vira negócio de verdade. E negócio de verdade exige preparo.”

Entre as tendências que ele destaca para 2026:


  • menor volume de novos entrantes

  • projetos mais bem estudados

  • valorização de marcas confiáveis

  • integradores mais técnicos e menos aventureiros

  • crescimento de soluções híbridas e armazenamento, mas com cautela



Um ciclo encerrado, com novas leituras à frente


Ao se despedir da Fox ESS, Robson Meira leva consigo não apenas uma trajetória sólida, mas uma leitura realista do setor, construída no dia a dia com integradores, distribuidores e projetos reais — inclusive nos momentos mais difíceis.


“Tenho orgulho do que construímos. Mas, principalmente, levo a certeza de que o setor solar precisa parar de se enganar para continuar crescendo”

Robson ainda mantém em sigilo o seu destino, mas para o mercado, deixa claro que 2026 exigirá mais maturidade, menos discurso fácil e decisões mais responsáveis.


Da Redação SNW.SOL



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