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O Setor Elétrico mudou — e muitas empresas ainda não perceberam

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Por DRA. MARINA MEYER

para o BLOG da SNW


Durante muitos anos, a energia elétrica foi tratada pelas empresas brasileiras apenas como uma despesa operacional inevitável. Mas essa lógica mudou — e rapidamente.


O avanço do Mercado Livre de Energia, da energia por assinatura, dos sistemas de armazenamento em baterias (BESS), da geração compartilhada e da nova dinâmica de tarifação horária está transformando profundamente a relação das empresas com a energia no Brasil.


O problema é que grande parte do mercado ainda não percebeu o tamanho do impacto financeiro, regulatório e estratégico dessas mudanças.


Enquanto muitos empresários seguem discutindo apenas “instalar energia solar”, o setor elétrico já evoluiu para um ambiente muito mais sofisticado, que envolve gestão de risco, previsibilidade financeira, estrutura contratual e inteligência regulatória.



A energia deixou de ser apenas custo, passando a ser ativo estratégico


Empresas que não revisarem agora seus contratos, enquadramentos regulatórios e estruturas de consumo podem enfrentar aumentos significativos nos próximos ciclos tarifários, além de perder competitividade frente a concorrentes mais preparados.


O cenário atual exige atenção especial para pontos como:


  • migração para o Mercado Livre de Energia

  • proteção contra volatilidade tarifária

  • monetização de energia excedente

  • autoprodução

  • armazenamento estratégico com baterias

  • geração compartilhada

  • blindagem regulatória e contratual


Mais do que economia imediata, o que está em jogo é a capacidade da empresa de construir segurança energética e previsibilidade financeira em um ambiente regulatório cada vez mais dinâmico.


Nos últimos anos, o setor elétrico brasileiro passou por transformações relevantes. A abertura gradual do Mercado Livre ampliou o acesso de empresas de médio porte a modelos antes restritos a grandes consumidores.


Paralelamente, a evolução tecnológica tornou soluções como armazenamento em baterias e gestão inteligente de demanda mais acessíveis e estratégicas.

Isso significa que decisões energéticas tomadas sem análise técnica e jurídica adequada podem gerar impactos relevantes no fluxo de caixa, na competitividade e até no valuation das empresas.



O que fazer, neste cenário?


Por outro lado, empresas que estruturam corretamente seus contratos e modelos regulatórios conseguem obter benefícios importantes, como:


✔️ redução relevante de despesas operacionais

✔️ maior previsibilidade financeira

✔️ ganho competitivo

✔️ valorização patrimonial

✔️ segurança jurídica e regulatória


O momento exige visão integrada entre engenharia, estratégia empresarial e Direito de Energia.


Como advogada especializada no setor elétrico brasileiro, tenho acompanhado de perto a velocidade dessas mudanças e os reflexos práticos que elas já estão causando em empresas de diversos segmentos.


O futuro energético já começou. E, nesse novo cenário, quem se antecipa não apenas economiza — lidera.



Por Dra. Marina Meyer

Advogada | Especialista em Direito de Energia, professora de pós-graduação em Energias Renováveis da PUC Minas e sócia-fundadora da Marina Meyer Sociedade Individual de Advocacia, Presidente da Comissão de Direito de Energia da OAB/MG, Diretora Jurídica da EGS – Energy Global Solution e do INEL, Diretora de Energia da ALAGRO


“As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do colunista e não representam, necessariamente, o posicionamento editorial deste canal.”



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