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Você sabia que tem uma GUERRA SILENCIOSA rolando no solar fv ?

  • há 12 horas
  • 4 min de leitura

É isso mesmo: tem "coisas grandes" acontecendo no mercado solar brasileiro… e esse assunto não está saindo nos portais “oficiais”. Tá rolando nos grupos de WhatsApp, no direct do Instagram, no áudio do integrador bravo às 22h... menos, aonde a gente espera encontrar a informação.


E sendo bem direto: NÃO É FOFOCA, nem quero ficar contando histórias tristes, nem quero 'puxar sardinha' para empresa A ou B.


Quero falar sobre POSICIONAMENTO, pura e simplesmente.


Dito isso... vamos à análise?



Quem controla o crédito… controla ... o mercado ?


Existe uma importante fintech (que aliás, conheço e admiro muito a trajetória), e que atua no solar fv há alguns anos, e que age principalmente como financiadora de equipamentos fotovoltaicos no mercado brasileiro - tanto para o integrador, como para clientes finais.


Não cabe à mim citar nomes de empresa, o foco não é esse - e se você não sabe de quem estou falando, faça uma simples busca aí no Google.


Mas para seguir com a análise, é interessante ilustrar aqui que esta empresa é sólida, e já construíu números e fatos próximos à (dados públicos, OK?):


  • Licença do Banco Central pra operar como financeira

  • + de R$ 5 bilhões em crédito concedido

  • + de R$ 2 bilhões em equipamentos vendidos

  • + de 200 mil clientes financiados

  • + de 20 mil integradores cadastrados

  • Aprova crédito em menos de 1 minuto (segundo o site da mesma)

  • Oferta prazos de até 120 meses para pagamento


Agora, some isso com mais um dado de mercado: Cerca de 45% das vendas de equipamento solar fv no Brasil depende de financiamento.



O movimento das distribuidoras (ou quase um “contra-ataque”?)


Nos últimos dias, um grupo dos mais importantes distribuidores de equipamento solar fotovoltaico brasileiro decidiu romper essa parceria, com esta fintech.


E o mais curioso: esta notícia foi postada praticamente ao mesmo tempo por estes distribuidores, em suas respectivas redes sociais, contendo praticamente a mesma 'linha de comunicação': a interrupção de venda de equipamento através dessa fintech.


Até aí, OK.


Só que… em paralelo: houve 'silêncio' nos grandes 'portais de comunicação' mais conhecidos do setor solar fv brasileiro... o que é um prato cheio para os grupos de whatsapp. E a partir daí, esse fato chamou muito a minha atenção.


Então.... decidi levantar alguns dados, cruzar com outros... e continuar com essa análise.



A oferta do “combo perfeito”


Para seguir com meu ponto de vista, é necessário voltar alguns passos - e reconhecer que uma oferta dessas foi extremamente inteligente, da parte da fintec, junto aos distribuidores - que eram seus parceiros, até então:


  • Oferta de financiamento com uma empresa especializada

  • Manutenção do equipamento da própria distribuidora, sem alteração na composição do kit

  • Gerar fidelidade com a distribuidora / fornecedora do kit

  • Oferta Adicional: ferramenta de monitoramento da usina integrada ao kit



Sem sombra de dúvidas, é um pacote muito atrativo.


Numa oferta dessas, pensa só nos benefícios para o integrador... em miúdos, o que vem nesse "combo":


  • parcela menor pro cliente

  • comissão maior

  • mais pontos no "programa de relacionamento"


E o integrador que não entra nessa oferta, consequentemente ele vai ter que aceitar:


  • parcela mais cara

  • menos margem

  • menos incentivo



E o 'timing' disso tudo?


Se olharmos para o mercado... até me lembrei da estratégia de entrada de um certo 'aplicativo de delivery', que 'sacudiu' o setor de alimentação, ha poucos anos atrás.


O mercado solar fv está mudando, principalmente nos últimos 36 meses. Para entender melhor, é importante acrescentar alguns dados, acompanhem aqui:


  • Queda de até 29% no volume transacionado em 2025 se comparado à 2024

  • Juros ainda pressionando crédito

  • Custo de capital elevado

  • Gargalos de rede (distribuição de energia) , 'travando' novas conexões

  • Aumento de custos indiretos (projeto, homologação, reforço de rede)


Ou seja: o integrador já está 'no aperto', diminuindo margem… e agora precisa escolher lado numa briga, que nem começou com ele.



O ponto que pouca gente quer discutir


Mercadologicamente.... o problema aqui não é a empresa A ou B. Muito pelo contrário: O mercado está SE PROFISSIONALIZANDO.


Aonde está o 'problema' então?


No meu ponto de vista, quando uma única estrutura começa a concentrar:


  • financiamento

  • distribuição

  • fidelização

  • tecnologia


Isso deixa de ser ecossistema - e começa a parecer VERTICALIZAÇÃO.


Não vou te dizer o que é certo ou errado. Isso cabe a você, como decisor de seus parceiros, em sua análise.


Só vou lembrar que, historicamente, em qualquer mercado:


  • concentração demais = menos liberdade

  • menos liberdade = menos margem para a ponta "mais frágil" dessa relação



E o integrador, como fica nessa história?


No fim do dia, quem está 'em campo' sabe:


  • inversor queimou sexta feira, às 17h → O cliente precisa de atendimento

  • cliente reclamou → O cliente precisa de solução

  • projeto travou → O cliente precisa de alguém que resolva


Não é app bonito que segura cliente.


Não é programa de ponto que resolve pós-venda.


É gente, falando com gente. Um à um. E essa ponte, quem faz, é o Integrador.



Conclusão (sem romantizar)


O mercado solar fv brasileiro amadureceu.


Essa “guerra silenciosa” não é sobre financiamento. É sobre quem define as regras do jogo daqui pra frente.


E a decisão está nas mãos de quem sempre esteve no meio disso tudo:


O integrador.



Por Léo Fornazieri

Empresário, Diretor do Grupo SNW




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