Cobertura da Intersolar: por que a Solzap decidiu 'quebrar o protocolo' ?
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Por LÉO FORNAZIERI

Cobrir uma feira como a Intersolar South America sempre foi, de certa forma, um "desafio de excesso".
Excesso de estandes. De produtos. De lançamentos. De fotos. De vídeos. De releases. De gente tentando chamar atenção ao mesmo tempo.
Para quem está presencialmente, são três dias corridos. Para quem acompanha de longe, especialmente pelos grupos de WhatsApp, o desafio é outro: como separar o que realmente importa de mais uma enxurrada de informação?
Foi pensando nisso que, nesta edição, a SOLZAP decidiu experimentar um formato diferente de cobertura.
Não se trata apenas de usar Inteligência Artificial porque ela está na moda. A ideia é entender como o digital pode ser mais humano, mais próximo e mais interessante para quem está do outro lado da tela.
Afinal, nossos grupos reúnem hoje cerca de 40 mil contatos, em sua maioria integradores e profissionais que vivem o mercado fotovoltaico todos os dias. Gente que está fazendo orçamento, instalando sistema, resolvendo problema de pós-venda, negociando com fornecedor e tentando manter a empresa funcionando.
As pessoas não precisam, necessariamente, de mais um post dizendo: “Marca X lança produto Y na feira.” Elas precisam entender por que aquilo deveria importar.
A informação também precisa ter vida
Foi daí que surgiram experiências com música, personagens, depoimentos e narrativas criadas com o apoio da Inteligência Artificial.
Carol e Seu Dito, por exemplo, não foram pensados apenas como personagens digitais. Cada um representa uma forma diferente de enxergar o mercado.

Carol traz a curiosidade, a velocidade das novidades e a vontade de descobrir o que vem pela frente.
Seu Dito chega com mais experiência, desconfiança saudável e aquelas perguntas que muita gente pensa, mas nem sempre faz: “Tá, mas isso funciona mesmo? Quem vai dar assistência? E quanto custa no final?”
Quando esses personagens interagem, a informação deixa de ser apenas uma ficha técnica.
Ela ganha contexto.
E contexto gera identificação.
A música também entrou nessa experiência pelo mesmo motivo. Uma canção, uma brincadeira ou uma narrativa podem fazer com que uma informação seja lembrada muito mais facilmente do que uma sequência de textos e imagens passando pela tela.
Não estamos tentando transformar o setor solar em entretenimento vazio.
A proposta é outra: usar elementos que fazem parte da comunicação humana para melhorar a atenção, a memória e o engajamento.
Digital não precisa ser frio
Existe uma contradição interessante no momento que estamos vivendo.
Temos mais tecnologia para nos comunicar do que em qualquer outro período da história. Inteligência Artificial, automação, vídeos instantâneos, plataformas, bots.
Mas, ao mesmo tempo, a disputa pela atenção nunca foi tão difícil.
Talvez por isso o caminho não seja simplesmente produzir mais conteúdo.
Talvez seja preciso produzir conteúdo com mais vivência.
Mostrar os bastidores. Ouvir depoimentos. Registrar impressões reais. Contar histórias. Mostrar quem está por trás das empresas e dos produtos.
A IA pode ajudar a criar. Mas são as experiências humanas que dão sentido ao que foi criado.
Uma feira traduzida para quem está na ponta
A Intersolar é gigantesca. Ninguém consegue ver tudo.
Por isso, nossa cobertura não pretende ser apenas um catálogo digital da feira.
Queremos ser uma ponte.
Entre a marca que está apresentando uma tecnologia e o integrador que pode encontrar ali uma nova oportunidade de negócio.
Entre o lançamento e a aplicação prática.
Entre o discurso comercial e a pergunta que realmente interessa: isso pode ajudar minha empresa?
Ao longo da feira, Carol e Seu Dito ajudam a contar essa história. A música chama atenção. Os vídeos aproximam. Os depoimentos dão credibilidade. E a interação dos grupos mostra o que realmente desperta interesse.
É uma experiência em construção.
Talvez esse seja o principal aprendizado: a Inteligência Artificial pode acelerar a comunicação, criar personagens e abrir novas possibilidades criativas. Mas o engajamento ainda nasce de algo muito mais antigo.
Gente falando com gente.
E, para uma comunidade que reúne cerca de 40 mil contatos e tem os integradores como maioria, essa talvez seja a melhor tecnologia que podemos continuar desenvolvendo.
Léo Fornazieri
Empresário, Diretor do Grupo SNW




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