Usinas Fotovoltaicas Flutuantes: Energia Sobre as Águas
- Redação SNW.SOL

- 15 de jul. de 2024
- 3 min de leitura
As usinas fotovoltaicas flutuantes são uma solução inovadora para aproveitar a energia solar em áreas onde o espaço terrestre é limitado. Aqui estão alguns pontos importantes sobre essa tendência:

Contexto Brasileiro
O Brasil possui um enorme potencial para a geração de energia solar, especialmente devido à nossa abundância de luz solar. No entanto, a falta de espaço em terra firme para instalar painéis solares tem levado à busca por alternativas criativas.
As usinas flutuantes surgem como uma resposta a esse desafio, aproveitando corpos d’água existentes, como lagos, reservatórios e barragens.
Exemplos no Brasil
As usinas fotovoltaicas flutuantes são uma tendência empolgante no Brasil, aproveitando nossos vastos recursos solares e corpos d’água. Vamos conhecer algumas das principais:
Usina Solar São Gonçalo (Piauí)
Localizada em São Gonçalo do Gurguéia, no Piauí, essa é a maior usina de energia solar do Brasil e da América do Sul. Com mais de 2,2 milhões de painéis solares, ela tem uma capacidade de geração de 475 MW. Além disso, utiliza tecnologia de placas solares bifaciais, captando luz solar dos dois lados. Um verdadeiro gigante verde.
Usina Solar Pirapora (Minas Gerais)
Próxima à cidade mineira de Pirapora, essa usina também é impressionante. Com mais de um milhão de painéis solares, ela produz 321 MW de energia. Seu tamanho é equivalente a cerca de 1.500 estádios de futebol. Funciona desde 2017 e aproveita a alta incidência de radiação solar na região às margens do Rio São Francisco.
Usina Solar Nova Olinda (Piauí)
Localizada em Ribeira do Piauí, o parque solar Nova Olinda ocupa uma área de 7 quilômetros quadrados e tem 930 mil placas solares. Sua capacidade é suficiente para fornecer energia a 300 mil famílias. Mais um exemplo do potencial solar do nosso país.
Complexo Solar Boa Sorte (Minas Gerais)
Operado pela Atlas Renewable Energy e a Hydro Rein, o complexo Boa Sorte tem 438 MW de capacidade instalada. Está entre as 10 maiores usinas solares do Brasil e contribui para a diversificação da matriz energética.
Usina Solar Flutuante na Represa Billings (São Paulo):
Desenvolvida em parceria pela EMAE e KWP Energia, essa é considerada a maior usina solar flutuante do Brasil. Com 10,5 mil placas solares sobre a lâmina d’água, ela representa um investimento inicial de R$ 30 milhões. São Paulo também está surfando na onda solar.
Vantagens das Usinas Flutuantes

Menos Poeira e Manutenção: Diferentemente das usinas terrestres, as flutuantes têm menor incidência de poeira sobre os painéis, reduzindo os custos de manutenção.
Estabilidade e Uniformidade: As plataformas flutuantes são ancoradas no fundo do lago, garantindo estabilidade e uniformidade.
Resistência à Corrosão e Proteção UV: Os cabos de energia são projetados para resistir à corrosão e aos efeitos do sol.
Potencial de Expansão
Cientistas brasileiros calcularam que, considerando apenas 1% da área coberta por corpos d’água artificiais, o Brasil poderia ter um potencial instalado de 43 GW em usinas fotovoltaicas flutuantes.
Os estados de Minas Gerais, Bahia e São Paulo lideram esse potencial.
Em resumo, as usinas fotovoltaicas flutuantes representam uma forma inteligente e sustentável de aproveitar a energia solar em nosso país. Elas não apenas contribuem para a geração distribuída, mas também mostram como a inovação pode transformar nosso setor energético.
Lembrando que o Brasil está entre os países com maior potencial para usinas flutuantes no mundo. A energia solar está ganhando cada vez mais espaço e iluminando nosso futuro!





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